Juliander acorda e não é mais ele. É Theodora. As memórias se intercalam, e ela começa a pensar que a lembrança de ter “sido Juliander” pode ser apenas um sonho muito real. Ela é astrofísica e descobre uma luz ou frequência misteriosa vindo do espaço, da estrela Sirius. Depois, Theodora volta a ser Juliander, e as vidas vão intercalando até os dois sentirem ambas simultaneamente. Quando isso acontece, eles decidem que precisam se encontrar e acabam transando. Depois, dormem e têm o mesmo sonho novamente. Acordam e está tudo normal, cada um vivendo a própria vida. Seguem as pistas do sonho e chegam a um lugar onde tem um velho, um macaco e um cachorro. Esse velho conta que Juliander e Theodora possuem a mesma alma e que o que aconteceu com eles é um tipo de bug ou conexão espiritual. Eles decidem que precisam dar um nome para a alma, e Theodora sugere Sirius, a estrela mais brilhante vista da Terra e por ser, na verdade, um sistema binário de duas estrelas orbitando entre si.
O velho conta que ele mesmo possui 13 almas, a dele e mais 12, e que tempos atrás o conheceram como Jesus. Disse que pessoas ligadas por uma alma possuem grande poder de influência, e que isso pode acontecer tanto para o bem quanto para o mal. No caso dele, foi perseguido e crucificado. Depois, foi reencarnando e sempre tendo alguma noção das vidas passadas. Sentia que algo muito grandioso estava por acontecer. Ele não sabia nada sobre os mistérios da vida, mas estava há anos perseguindo isso. O macaco e o cachorro possuem a mesma alma que a dele, mas o velho não sabia onde estavam as outras partes. Há anos tentava decifrar charadas que recebia do sobrenatural, talvez até mesmo de Deus, desde a época que era Jesus. Uma charada levava a outra. Estava atrás da que considerava ser a última. Juliander e Theodora resolvem ir com ele.
PARTE 3 — ALMA COMPARTILHADA
Função narrativa
Acontecimentos principais